CALCULANDO O NÚMERO DE WOLF

  A metodologia descrita nos capítulos anteriores espera medir a atividade solar, que vem, sendo desenvolvida em um projeto de "acompanhamento do número de Wolf como indicador do campo magnético do Sol", por alguns membros do GEA - Grupo de Estudos de Astronomia da Universidade Federal de Santa Catarina A pesquisa está sendo desenvolvida por três observadores, José G. Mattos e Cláudio F. Alves na cidade de Florianópolis/SC, e por Amilton L. Mendonça na cidade de Jaguaruna /SC.

Este projeto de pesquisa tem como objetivo geral: "Criar um banco de dados permanente e atualizado da atividade do campo magnético solar, em latitudes e longitudes do Estado de Santa Catarina".

Isto servirá para futuros estudos e pesquisas que venham a ser realizadas no âmbito da universidade e por astrônomos amadores que desenvolvam pesquisas e estudos na área solar.

Os objetivos específicos do estudo são:

  - Desenvolver modelos específicos para previsão dos ciclos de atividade solar.

  - Criar uma metodologia apropriada para observação da atividade solar, adequada aos equipamentos existentes, condições climáticas, latitudes, longitudes. etc...

  - Determinar os desvios existentes, inerentes ao método observacional utilizado, em comparação com o resultado de outras redes de observação.

 - Comparar o ciclo de atividade solar fenômenos da crosta terrestre e climáticos, procurando correlacionar estes acontecimentos com a atividade do campo magnético do sol.

 - Selecionar e adequar softwares já disponíveis, para cálculo e análise das observações.

O início do projeto se deu no dia primeiro de maio de 1991, e já conta com aproximadamente seiscentas observações catalogadas e armazenadas prontas para serem manuseadas, em breve todo este material estará disponível na internet. Cada observador está realizando em média 20 observações/mês, número este que varia com as condições climáticas de cada período.

 PRIMEIRAS CONCLUSÕES Analisando o farto material já existente, foi possível obter já neste estágio, as primeiras conclusões aqui relacionadas:

- O método adotado segue determinados parâmetros, e regras para observação, porém nem sempre esta prevalecem, o fator indutivo provoca sérias distorções no momento das classificações.

- O mesmo ocorrendo fatores externos ao método observacional, existe uma correlação nos dados coletados pelos observadores, isto significa que os parâmetros estabelecidos estão prevalecendo sobre estes fatores.

- O método tem-se mostrado ágil e rápido, possibilitando a redução do tempo de observação, sem perder detalhes importantes da fotosfera. Isto foi comprovado quando se realizou comparações entre desenhos e fotos obtidas em revistas especializadas.

- A atividade solar, expressa pelo número de manchas solares, serve como parâmetro par medir a eclipsada do Sol em um eclipse parcial do sol.

Todos os acessórios podem ser construídos artesanalmente, bastando seguir as orientações e recomendações.

RECOMENDAÇÕES - Para orientar o internauta vamos descrever a seguir algumas recomendações inerentes a área de cálculos e análise, pois as que se referem a coleta dos dados já foram mencionadas no tópico anterior.

- Utilize sempre que possível computadores, ou solicite ajuda a quem traballha nesta área. Existem softwares excelentes para análise matemática, gráfica e estatística, por exemplo.

A) cálculos ( planilhas eletrônicas )

Microsof Officie Excel

B) análise gráfica

Microsof Office Excel

C) análise estatística

Microsof Office Excel

Statsgraphics

Ecstat

Recomenda-se a utilização dos pacotes da Microsoft por permitirem manipular uma grande quantidade de dados e permitirem a conversão de seus arquivos para posterior colocação na internet.

- Não compare os resultados obtidos com outro observador antes do período determinado para esta confrontação., isto poderá acarretar desvios nos dados a serem analisados. A troca de informações deve ocorrer em momentos pré-determinados.

 

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