John Lowry Dobson

JOHN LOWRY DOBSON – PRÓLOGO

Fonte: José Geraldo Mattos

DOBSON FIRST SOUTHERN SKIES

The solar eclipse of Nov 3 1994 was the most spectacular on Brazilian soil so far known. The state of Santa Catarina had the priviledge to be in the line of totality. The sky of Florianópolis from July on the same year, inhaled astronomy, even so that the sun was not totally covered by the moon 2% of light made it not to be total. GEA. And the university’s planetarium acted as never before. We were the real center of information about the eclipse and at the same time we made the preparations to watch it and register it from the totality line until 200 km of the Island of Santa Catarina. Our observing point was established at the municipality of Lajes in a country motel typical of the mountain surrounding, simple but comfortable right on the line of totality. Besides the group of REA and the Planetarium of UFSC there were some foreign groups, Hungarians, Americans, and the Astronomical league of São Paulo. Among them there was John Dobson – the inventor of the famous Dobsonian telescope carrying his name. At the age of 80 it was his first long total eclipse during his in his long and productive life dedicated to astronomy, and it was with us! Short and thin his snow white hair covered with a knitted cap mixture of autodidact and American grand father. During the spare time before the event Dobson played billiard on a table with the children that took part in the expedition.

The place chosen was to establish was the farm – a motel Cyclone being exactly on the totality line. A real farm transformed in a motel for tourists but without the fancy installation such as swimming pool and other items of comfort that often deprive it of its characteristics. The part that houses the guests is in the form of “O” with the bricks showing and on both sides the rooms simple and clean and comfortable but as a pleasant surprise no TVs neither a bar. The reception room was a big saloon with open fireplace where Mr. Dobson had fun with the children. Carpets of leather and furniture made of tree trunks. The hotel reflected life on a farm in every corner.

We arrived at this place the evening before the eclipse. By ban bus full of eyes telescopes, cameras, films equipments and full of excitements and some funny translations in Hungarian and English .When we arrived somebody warned us that there is water on the floor near the door, but said half in Portuguese and half in English standing at the open door: Cuidado, water on the chão (Careful, water on the ground) pointing at the dirty water in front of the door, but it looked as if he were collecting the fee! Somebody translated for our new friends and they understood the gestures. Another time Dobson embarrassed me when he asked me the name of a certain bird that sat on a fence on the lake, I didn’t hesitate and said. It’s a white Anu – Anu is blackbird. The famous astronomer must have thought that he was seeing a “Uaitanu”.

The heavy equipment to register the event we unloaded at the central patio. Calibrate, positioned, fixed in the middle of hundreds of wires and cables we waited in silence for the day to come. Later the sky called us, completely transparent, with all its brilliant nakedness of stars, planets, and galaxies. Extraordinary the numerous stars above us. Far from the city in the middle of country, even the zodiac light reflecting the earth sun was easily visible fine and delicate. The southern sky richer than the northern enchanted Dobson who didn’t get tired of admiring the Southern Cross, a sight so familiar to us down here. The belt of stars that crosses our skies slipped in our sight from the Andromeda Galaxy until Magellanic Clouds. Saturn with the more powerful telescopes showed the fantastic rings always impress the one that sees it for the first time. Watchful eyes stayed open until dawn Dobson never gave in to admire, for the first time the rich sky of the south will be one of the memories in his trained astronomical brain for a long time. We slept little because the night before promised us the next day full of surprises.

The day of the eclipse arrived with a fine curtain of fog that always happen in the mountains. Slowly the sun dominated the troop of white clouds and sent them far away opening the blue stage of spring for its own performance. Glued to the equipment adjusting it the last second. Suddenly, the given time, the moon kissed the sun and transported us to the beginning of the eclipse. The ones that were not busy with equipment and cameras in the middle of the hotel run with their eyprotectors and equipment the hands to a hill higher than the hotel. From there they watched the cone of the shadow, a magic moment that occurs before the totality when the lunar disc finally covers the sun completely.

It is impossible to describe a total solar eclipse. You must be present. For a solar eclipse it is necessary to feel with your body the sudden drop of temperature. During the moments when the sun gets dark you must hear the sound of the cone to breath the air mixed between night and day. The moment of totality begins with the final approach of the moon over the sun the last moment only a tiny fraction of the star is visible and forms against the back ground a thin diamond ring in the sky. Suddenly with the ring the solar corona appears the region that surrounds the sun and can only been seen during a solar eclipse. During the silence that follows we hear Dobson enthusiastically: the corona is blue. Jupiter lit up near our star of the day and many stars appear at 11 n the morning.

There were 4 minutes of darkness and wonder. During an eternity inside each of us eye witnesses of the cosmic voyage that we are taken. Nature commands the show impossible not to notice during an eclipse. Slowly the moon let loose of the sun. We all Brazilians or otherwise, were hypnotized by the grandness of the eclipse of which we are sure Dobson took the corona of the Brazilians from the south with him. And we hope that John will dedicate many more years to Astronomy. These are the wishes of his friends from Brazil.

OS PRIMEIROS CÉUS DO HEMISFÉRIO CELESTE SUL DE JOHN DOBSON

Tradução adaptada do original

O eclipse solar de 3 de novembro de 1994 foi o mais espetacular em solo brasileiro até então conhecido. O estado de Santa Catarina tinha o privilégio de estar na linha da totalidade. O céu de Florianópolis a partir de julho do mesmo ano, inalou astronomia, mesmo que por aqui o Sol não ficaria totalmente coberto pela lua, pois 2% de luz faria com que não fosse total. O GEA e o planetário da universidade funcionou como nunca. Fomos o verdadeiro centro de informações sobre o eclipse e ao mesmo tempo, fizemos os preparativos para assisti-lo e registrá-lo da linha total até 200 km da Ilha de Santa Catarina. Nosso local de observação foi escolhido ser no município de Lajes, num hotel rural típico da serra ladeado por colinas, simples mas especialmente localizado no centro da totalidade. Além do grupo do GEA e do Planetário da UFSC, haviam alguns grupos estrangeiros, húngaros e americanos, como também a Liga Astronômica de São Paulo.

Entre os estrangeiros estava John Dobson – o inventor do famoso telescópio Dobsoniano, montagem original que leva seu nome. Aos seus 80 anos, este foi seu primeiro eclipse total longo durante sua extensa e produtiva vida dedicada à astronomia, e foi conosco. Curto e fino, seus cabelos brancos como neve, cobertos com um boné colorido de malha tricô, misturava figura de autodidata e avô americano. Durante o tempo livre antes do evento, Dobson jogava bilhar em uma pequena mesa com as crianças que participavam da expedição.

No local escolhido para se estabelecer, ficamos no acolhedor Hotel Ciclone, exatamente na linha da totalidade. Uma verdadeira fazenda transformada em um hotel para turistas mas sem instalação chique como piscina e outros itens de conforto que muitas vezes a privam de suas características. A parte que abrigou os hóspedes era na forma de “O” com os tijolos à vista. Em ambos os lados estavam os quartos, simples, limpos e confortáveis, mas como uma agradável surpresa – não havia TVs nem um bar. A sala de recepção era um grande salão com lareira aberta onde o Sr. Dobson se divertia com as crianças. Tapetes de couro e móveis feitos de troncos de árvores. O hotel refletia a vida em uma fazenda em cada esquina. Este local sugerido por Dalmolin, sócio do GEA, mostrou-se de grande assertiva.

Chegamos a este lugar na noite anterior ao eclipse, esvaziando o ônibus cheio de lentes, telescópios, câmeras, filmes e outros equipamentos. Chegaram também muitas emoções e algumas traduções engraçadas em húngaro e inglês. Por exemplo quando chegamos alguém nos avisou que havia água no chão perto da porta, mas disse metade em português e metade em inglês – “Cuidado, water on the chão” , no que seria “Careful,, water on the ground”. Alguém traduziu para nossos novos amigos e eles entenderam os gestos. Outra vez Dobson me envergonhou quando me perguntou o nome de um certo pássaro que estava pousado em uma cerca, eu não hesitei e disse – “It’s a White Anu”. Era um Anu branco. O famoso astrônomo deve ter pensado que estava vendo um “Uaitanu”.

O equipamento pesado para registrar o evento nós descarregamos no pátio central. Calibrados, posicionados, fixados no meio de centenas de fios e cabos, nós esperávamos em silêncio pelo dia que estava por vir. Neste noite, o céu nos chamou, completamente transparente, com toda a sua brilhante nudez de estrelas, planetas e galáxias. Extraordinárias as inúmeras estrelas acima de nós. Longe da cidade, no meio do país, até mesmo a Luz do Zodíacal refletindo o alinhamento do Sol com os Planetas, era facilmente visível e delicada. O céu do Hemisfério Celeste Sul, mais rico do que o norte, encantou Dobson que não se cansou de admirar o Cruzeiro do Sul, uma visão tão familiar para nós “aqui em baixo”. O cinturão de estrelas que cruza nossos céus desfilou à nossa vista desde a Galáxia de Andrômeda até as Nuvens de Magalhães. Saturno visto ao poderosos telescópio mostrou que os anéis fantásticos que sempre impressionam quem os vê pela primeira vez. Olhos atentos permaneceram abertos até o amanhecer, e Dobson nunca desistiu de admirar, pela primeira vez, o rico céu do Sul, e certamente será uma das lembranças que permanecerá por muito tempo, em seu treinado cérebro de astrônomo. Dormimos pouco porque a noite anterior nos prometeu o dia seguinte cheio de surpresas.

O dia do eclipse chegou com uma fina cortina de neblina como sempre acontece nas montanhas. Lentamente o sol afastou o conjunto de nuvens brancas e as mandou para longe, abrindo o palco azul da primavera para sua própria apresentação. Muitos colado aos equipamentos ajustando-os no último segundo. De repente, no tempo determinado, a lua beijou o sol e nos transportou para o início do eclipse. Os que não estavam ocupados com equipamentos e câmeras no meio do hotel, correm com seus protetores e equipamentos nas mãos para uma colina mais alta perto do hotel. De lá, eles observaram o cone da sombra se aproximando, um momento mágico que ocorre antes da totalidade, quando o disco lunar finalmente cobre o Sol completamente.

É impossível descrever um Eclipse Total do Sol. É preciso estar presente. Para um eclipse solar é necessário sentir com o corpo a queda brusca de temperatura. Durante os momentos em que o Sol escurece é necessário perceber a chegada do cone de sombra para respirar o ar misturado entre a noite e o dia. O momento da totalidade começa com a aproximação final da lua sobre a borda do sol, o último momento em que apenas uma pequena fração da nossa estrela é visível e forma contra o fundo um fino anel de diamante no céu. De repente, após o anel, a Coroa Solar aparece, a região que envolve o sol, sua atmosfera, que só pode ser vista por observadores durante um eclipse solar total. Durante o silêncio que se segue aos gritos de euforia, ouvimos Dobson entusiasmado dizer: “The Corona is blue” ( A coroa é azul). Júpiter iluminou-se perto da nossa estrela do dia e muitas estrelas aparecem às 11 horas da manhã.

Foram 4 minutos de escuridão e admiração. Duração de uma eternidade dentro de cada um de nós, testemunhas oculares da viagem cósmica que nos foi apresentada. A natureza comandou este espetáculo, que é impossível de não se sensibilizar. Lentamente a Lua se separou do Sol. Todos nós, brasileiros ou não, ficamos hipnotizados pela grandiosidade do eclipse do qual temos certeza que Dobson levou consigo a coroa dos brasileiros do Sul. Esperamos que John dedique muitos mais anos à Astronomia. Esses são os desejos de seus amigos do Brasil.

JOHN LOWRY DOBSON – BIOGRAFIA

Fonte: Wikipedia, a enciclopédia livre.

Nascimento: 14 de setembro de 1915, Pequim, China
Falecimento: 15 de janeiro de 2014 (98 anos), Burbank, Estados Unidos
Campo: Astronomia

John Lowry Dobson (Pequim, 14 de setembro de 1915 — Burbank, 15 de janeiro de 2014) foi um astrônomo amador conhecido pela invenção do telescópio Dobsoniano, um telescópio refletor newtoniano de baixo custo para astronomia amadora.

Nasceu em Pequim, China. Seu avô materno foi um dos fundadores da Universidade de Pequim, sua mãe era musicista e seu pai lecionava Zoologia na Universidade. Em 1927, sua família mudou-se para São Francisco, Califórnia. Seu pai aceitou a vaga de professor na Lowell High School onde lecionou até os anos 50.

Desde a adolescência, Dobson era declaradamente ateu. Com o tempo, apresentou um interesse crescente pelo universo e seu funcionamento. Tornou-se mestre em Química, em 1943, trabalhando no laboratório de ErnestLawrence. Em 1944, participou assistiu a uma palestra dada por um swami Vedanta. Dobson disse que o swami “revelou um mundo que nunca tinha visto”. Nesse mesmo ano, Dobson entrou para o monastério da Sociedade Vedanta na cidade de São Francisco, tornando um monge da Ordem de Ramakrishna, onde viveu por 23 anos. Por ter feito voto de pobreza, ele não podia comprar um telescópio para suas observações. Assim, começou a montagem de aparelhos de observação utilizando os mais simples materiais: fundos de garrafa, espelhos, tubos de papelão e até mesmo caixas de madeira compensada para apoiar os telescópios. Foi dada a permissão para que os telescópios fossem utilizados em observações do lado de fora e que vizinhos pudessem participar das mesmas.

Com isso, Dobson passou a receber e responder a correspondências sobre atividades astronômicas amadoras. Isto lhe rendeu desaprovações da Ordem, de modo que suas cartas tinham de ter a informação camuflada. Em muitas cartas os telescópios eram referidos como gerânios e telescópios cujo espelho foi aluminizado eram denominados gerânio em flor. Por fim, teve que decidir se continuava na Ordem ou queria construir telescópios e assim, em 1967, saiu do monastério. Naquele mesmo ano, tornou-se co-fundador da San Francisco Astronomers Sidewalk (Astrônomos de calçada de São Francisco).

HOMENAGENS

O asteróide 18024, descoberto em 20 de maio de 1999 recebeu seu nome.

Em 2004, o Instituto Crater Lake agraciou John Dobson com o seu Prêmio Anual de Excelência em Serviço ao Público pelo pioneirismo de levar a astronomia das calçadas para parques e florestas nacionais.

Em 2005, a revista do Instituto Smithsoniano citou John Dobson como uma das 35 pessoas que fizeram a diferença no mundo durante as suas vidas.

ASTRONOMIA AMADORA

A criação do San Francisco Astronomers Sidewalk foi realizada em conjunto com Bruce Sams e Jeffery Roloff e tinha como meta a popularização da Astronomia em observações públicas utilizando telescópios colocados em calçadas da cidade, de modo que quaisquer transeuntes pudessem observar. Apesar de já existir o grupo de astrônomos amadores de São Francisco, a criação do Astronomers Sidewalk ocorreu porque Bruce construiu um telescópio na época, mas por ter 12 anos sua adesão não foi permitida ao único clube local. De forma diferente aos outros clubes de Astronomia amadora da época, havia também aulas sobre como construir seu próprio telescópio. Em 1969, a Astronomers Sidewalk foi convidada para a reunião da Riverside Telescope Makers. Foi levado um telescópio dobsoniano de 24 polegadas (610 mm), pouco convencional comparado aos telescópios levados nestas reuniões, que tendiam a ser menores, em montagens equatoriais e construídos para astrofotografias em vez de visualização. Surpreendentemente, o telescópio dobsoniano foi agraciado com o primeiro lugar para óptica e o segundo lugar para a mecânica, mesmo com montagem relativamente simples. Assim a Astronomers Sidewalk tornou-se uma organização de destaque, reconhecida pela sua inovação da observação realizada em calçadas e pelas aulas sobre construção de telescópios utilizando materiais simples.

Em 04 de novembro de 1994, John Dobson participou junto ao GEA da observação, no município de Lages /SC, do espetacular Eclipse Solar Total, evento histórico da astronomia catarinense.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nascimento: 14 de setembro de 1915, Pequim, China
Falecimento: 15 de janeiro de 2014 (98 anos), Burbank, Estados Unidos
Campo: Astronomia

John Lowry Dobson (Pequim, 14 de setembro de 1915 — Burbank, 15 de janeiro de 2014) foi um astrônomo amador conhecido pela invenção do telescópio Dobsoniano, um telescópio refletor newtoniano de baixo custo para astronomia amadora.

Biografia
Nasceu em Pequim, China. Seu avô materno foi um dos fundadores da Universidade de Pequim, sua mãe era musicista e seu pai lecionava Zoologia na Universidade. Em 1927, sua família mudou-se para São Francisco, Califórnia. Seu pai aceitou a vaga de professor na Lowell High School onde lecionou até os anos 50.

Desde a adolescência, Dobson era declaradamente ateu. Com o tempo, apresentou um interesse crescente pelo universo e seu funcionamento. Tornou-se mestre em Química, em 1943, trabalhando no laboratório de ErnestLawrence. Em 1944, participou assistiu a uma palestra dada por um swami Vedanta. Dobson disse que o swami “revelou um mundo que nunca tinha visto”. Nesse mesmo ano, Dobson entrou para o monastério da Sociedade Vedanta na cidade de São Francisco, tornando um monge da Ordem de Ramakrishna, onde viveu por 23 anos. Por ter feito voto de pobreza, ele não podia comprar um telescópio para suas observações. Assim, começou a montagem de aparelhos de observação utilizando os mais simples materiais: fundos de garrafa, espelhos, tubos de papelão e até mesmo caixas de madeira compensada para apoiar os telescópios. Foi dada a permissão para que os telescópios fossem utilizados em observações do lado de fora e que vizinhos pudessem participar das mesmas.

Com isso, Dobson passou a receber e responder a correspondências sobre atividades astronômicas amadoras. Isto lhe rendeu desaprovações da Ordem, de modo que suas cartas tinham de ter a informação camuflada. Em muitas cartas os telescópios eram referidos como gerânios e telescópios cujo espelho foi aluminizado eram denominados gerânio em flor. Por fim, teve que decidir se continuava na Ordem ou queria construir telescópios e assim, em 1967, saiu do monastério. Naquele mesmo ano, tornou-se co-fundador da San Francisco Astronomers Sidewalk (Astrônomos de calçada de São Francisco).

Homenagens
O asteróide 18024, descoberto em 20 de maio de 1999 recebeu seu nome.

Em 2004, o Instituto Crater Lake agraciou John Dobson com o seu Prêmio Anual de Excelência em Serviço ao Público pelo pioneirismo de levar a astronomia das calçadas para parques e florestas nacionais.

Em 2005, a revista do Instituto Smithsoniano citou John Dobson como uma das 35 pessoas que fizeram a diferença no mundo durante as suas vidas.

Astronomia amadora
A criação do San Francisco Astronomers Sidewalk foi realizada em conjunto com Bruce Sams e Jeffery Roloff e tinha como meta a popularização da Astronomia em observações públicas utilizando telescópios colocados em calçadas da cidade, de modo que quaisquer transeuntes pudessem observar. Apesar de já existir o grupo de astrônomos amadores de São Francisco, a criação do Astronomers Sidewalk ocorreu porque Bruce construiu um telescópio na época, mas por ter 12 anos sua adesão não foi permitida ao único clube local. De forma diferente aos outros clubes de Astronomia amadora da época, havia também aulas sobre como construir seu próprio telescópio. Em 1969, a Astronomers Sidewalk foi convidada para a reunião da Riverside Telescope Makers. Foi levado um telescópio dobsoniano de 24 polegadas (610 mm), pouco convencional comparado aos telescópios levados nestas reuniões, que tendiam a ser menores, em montagens equatoriais e construídos para astrofotografias em vez de visualização. Surpreendentemente, o telescópio dobsoniano foi agraciado com o primeiro lugar para óptica e o segundo lugar para a mecânica, mesmo com montagem relativamente simples. Assim a Astronomers Sidewalk tornou-se uma organização de destaque, reconhecida pela sua inovação da observação realizada em calçadas e pelas aulas sobre construção de telescópios utilizando materiais simples.
Em 04 de novembro de 1994, John Dobson participou junto ao GEA da observação, no município de Lages /SC, do espetacular Eclipse Solar Total, evento histórico da astronomia catarinense.

Dobsons first southern skies

The solar eclipse of Nov 3 1994 was the most spectacular on Brazilian soil so far known. The state of Santa Catarina had the priviledge to be in the line of totality. The sky of Florianópolis from July on the same year, inhaled astronomy, even so that the sun was not totally covered by the moon 2% of light made it not to be total. GEA. And the university’s planetarium acted as never before. We were the real center of information about the eclipse and at the same time we made the preparations to watch it and register it from the totality line until 200 km of the Island of Santa Catarina. Our observing point was established at the municipality of Lajes in a country motel typical of the mountain surrounding, simple but comfortable right on the line of totality. Besides the group of REA and the Planetarium of UFSC there were some foreign groups, Hungarians, Americans, and the Astronomical league of São Paulo. Among them there was John Dobson – the inventor of the famous Dobsonian telescope carrying his name. At the age of 80 it was his first long total eclipse during his in his long and productive life dedicated to astronomy, and it was with us! Short and thin his snow white hair covered with a knitted cap mixture of autodidact and American grand father. During the spare time before the event Dobson played billiard on a table with the children that took part in the expedition.

The place chosen was to establish was the farm – a motel Cyclone being exactly on the totality line. A real farm transformed in a motel for tourists but without the fancy installation such as swimming pool and other items of comfort that often deprive it of its characteristics. The part that houses the guests is in the form of “O” with the bricks showing and on both sides the rooms simple and clean and comfortable but as a pleasant surprise no TVs neither a bar. The reception room was a big saloon with open fireplace where Mr. Dobson had fun with the children. Carpets of leather and furniture made of tree trunks. The hotel reflected life on a farm in every corner.

We arrived at this place the evening before the eclipse. By ban bus full of eyes telescopes, cameras, films equipments and full of excitements and some funny translations in Hungarian and English .When we arrived somebody warned us that there is water on the floor near the door, but said half in Portuguese and half in English standing at the open door: Cuidado, water on the chão (Careful, water on the ground) pointing at the dirty water in front of the door, but it looked as if he were collecting the fee! Somebody translated for our new friends and they understood the gestures. Another time Dobson embarrassed me when he asked me the name of a certain bird that sat on a fence on the lake, I didn’t hesitate and said. It’s a white Anu – Anu is blackbird. The famous astronomer must have thought that he was seeing a “Uaitanu”.

The heavy equipment to register the event we unloaded at the central patio. Calibrate, positioned, fixed in the middle of hundreds of wires and cables we waited in silence for the day to come. Later the sky called us, completely transparent, with all its brilliant nakedness of stars, planets, and galaxies. Extraordinary the numerous stars above us. Far from the city in the middle of country, even the zodiac light reflecting the earth sun was easily visible fine and delicate. The southern sky richer than the northern enchanted Dobson who didn’t get tired of admiring the Southern Cross, a sight so familiar to us down here. The belt of stars that crosses our skies slipped in our sight from the Andromeda Galaxy until Magellanic Clouds. Saturn with the more powerful telescopes showed the fantastic rings always impress the one that sees it for the first time. Watchful eyes stayed open until dawn Dobson never gave in to admire, for the first time the rich sky of the south will be one of the memories in his trained astronomical brain for a long time. We slept little because the night before promised us the next day full of surprises.

The day of the eclipse arrived with a fine curtain of fog that always happen in the mountains. Slowly the sun dominated the troop of white clouds and sent them far away opening the blue stage of spring for its own performance. Glued to the equipment adjusting it the last second. Suddenly, the given time, the moon kissed the sun and transported us to the beginning of the eclipse. The ones that were not busy with equipment and cameras in the middle of the hotel run with their eyprotectors and equipment the hands to a hill higher than the hotel. From there they watched the cone of the shadow, a magic moment that occurs before the totality when the lunar disc finally covers the sun completely.

It is impossible to describe a total solar eclipse. You must be present. For a solar eclipse it is necessary to feel with your body the sudden drop of temperature. During the moments when the sun gets dark you must hear the sound of the cone to breath the air mixed between night and day. The moment of totality begins with the final approach of the moon over the sun the last moment only a tiny fraction of the star is visible and forms against the back ground a thin diamond ring in the sky. Suddenly with the ring the solar corona appears the region that surrounds the sun and can only been seen during a solar eclipse. During the silence that follows we hear Dobson enthusiastically: the corona is blue. Jupiter lit up near our star of the day and many stars appear at 11 n the morning.

There were 4 minutes of darkness and wonder. During an eternity inside each of us eye witnesses of the cosmic voyage that we are taken. Nature commands the show impossible not to notice during an eclipse. Slowly the moon let loose of the sun. We all Brazilians or otherwise, were hypnotized by the grandness of the eclipse of which we are sure Dobson took the corona of the Brazilians from the south with him. And we hope that John will dedicate many more years to Astronomy. These are the wishes of his friends from Brazil.

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